EPIFANIAS DO INIMIGO INVISÍVEL, de Daniel Lima.

 

 

 

 

 

Epifanias do Inimigo Invisível, de Daniel Lima, inspirado no filme O DESERTO DOS TÁRTAROS, de Valerio Zurlini, é o segundo álbum da colecção de banda desenhada O Filme da Minha Vida que a Ao Norte edita.

A colecção faz-se do repto lançado a dez autores portugueses de BD para que produzissem um álbum inspirado num filme que tenha deixado marcas nas suas vidas. Este cruzamento entre a sétima e nona arte é vocacionado para os amantes de ambas e, principalmente, dirigida aos jovens que frequentam o ensino secundário e superior.

A apresentação do álbum contará com a projecção do filme escolhido, a apresentação do livro, uma exposição dos originais e um encontro com o autor.

 

Apresentação do livro e abertura da exposição: Dia 24 Outubro às 18:00, no espaço AO NORTE.

 


Daniel Lima nasceu em Angola, em 1971. Vive e trabalha em Lisboa. Fez os seus estudos de artes plásticas na ESAD de Caldas da Rainha. Frequentou os cursos de Cinema de Animação e Teatro de Sombras na Fundação Calouste Gulbenkian. Trabalha como ilustrador, tendo já colaborado com o Independente, Público, Diário Económico, Sol, Ler, Elle, Máxima. Ilustrou a palavra [TRONCO] no Dicionário Infantil Ilustrado - Mis Primeras 80.000 Palabras da editora Media Vaca, assim como o conto de Hans Christian Andersen “De Røde Sko” para a colectiva Caro Andersen em Oeiras (2005). Criou o “Brútus” (animal de estimação) para a colectiva de ilustração Animalaminute - Farol de Sonhos (2006). Participou nas mostras de Ilustração Portuguesa - Salão Lisboa (1999-2004), tendo criado a imagem do Salão em 2000. Publicou BD em projectos colectivos como Liberdade e Cidadania: 25 de Abril 25 Anos 25 Autores no jornal Público, Para além dos Olivais editado pela Bedeteca de Lisboa, Nós Somos os Mouros edição da Assírio & Alvim, Os putos de agora não sabem nada do 25 de Abril editado pela Associação de Municípios do Distrito de Setúbal, Movimentos Perpétuos - BD para Carlos Paredes, Sempre e Dias Elétricos ambos da editora Má Criação. Co-criou com Vera Suchánkova a dupla de autores GIGI I GIGI premiados na área de BD no concurso Jovens Criadores nos anos de 2000 e 2002 bem como participações na publicação Satélite Internacional. Realizou duas exposições individuais: Nem o príncipe do Marudu nem a visão rosa do Vulcano na Bedeteca de Beja (2006) e És Tiago (em parceria com Cátia Serrão) na Work&Shop em Lisboa (2007). Colabora regularmente com a Associação Bomba Suicida, na criação da imagem de divulgação dos seus eventos.
Actualmente é professor na Ar.Co no departamento de Ilustração e BD.



O DESERTO DOS TÁRTAROS

de Valério Zurlini

 


SINOPSE
Giovanni Drogo, recém-nomeado oficial, aproxima-se do seu destino, a fortaleza Bastiani, com um indefinível pressentimento de que algo na sua vida o conduz a uma total solidão. A fortaleza, situada nos limites do deserto, outrora reino dos míticos Tártaros, acolhe-o na sua misteriosa imponência. Dentro desta, o tenente Drogo é contaminado pelo clima heróico de avidez de glória que parece petrificar, numa espera perene, oficiais e soldados. Aguardando todos o dia em que os inimigos virão do Norte...

FICHA TÉCNICA
Título O Deserto dos Tártaros Título original Il Deserto dei Tartari Realizador Valerio Zurlini Produção Michelle de Broca, Bahman Farmanara, Mário Gallo, Enzo Giulioli, Jaques Perrin, Giorgio Silvagni Argumento Jean luís Bertucelli, a partir do romance homónimo de Dino Buzzati Fotografia Luciano Tovoli Música Enio Morricone Som Luciano Anzelloti e Bernard Bats Montagem Franco Arcalli e Raimondo Crociani Intérpretes Vittorio Gassman, Giuliano Gemma, Helmut Griem, Philippe Noiret, Jacques Perrin, Francisco Rabal, Fernando Rey, Laurent Terzieff, Jean-Louis Trintignant, Max Von Sydow, Shaban Golchin Honaz, Giuseppe Pambieri Ano 1976 País Itália, França, Irão Alemanha Duração 135’ / cor

 


Valério Zurlini nasceu a 19 de Março de 1926 em Bolonha. Enquanto estuda direito em Roma, interessa-se pelo teatro. Aproxima-se do cinema profissional no final dos anos quarenta, realizando uma série de curtas-metragens. Em 1954, realizou a sua primeira longa-metragem, Le ragazze di San Frediano), inspirado no romance homónimo de Vasco Pratolini. A partir daí, Zurlini marcou sua filmografia pela busca obsessiva de uma dramaturgia existencial, quase sempre, de teor autobiográfico, visando a relação do cinema com outros meios de expressão, como a literatura e a pintura. Representante da primeira geração que herdou dos neo-realistas o amor pela literatura humanista (Cesare Pavese, Vasco Pratolini), Zurlini foi também marcado pela filosofia existencialista e a consciência crítica da miséria de um mundo recém-saído da 2.ª Guerra Mundial. Depois de ter passado os últimos anos da sua vida a ensinar no Centro Sperimental di Cinematografia, o realizador morre, em Trento, em 1982.


Filmografia
Deserto dei Tartari, Il (1976)
Prima notte di quiete, La (1972)
Gabbiani d'inverno o l'inverno sull'Adriatico, I (1972)
Come, quando, perché (1969)
Seduto alla sua destra (1968)
Soldatesse, Le (1965)
Paradiso all'ombre delle spade, Il (1963)
Cronaca familiare (1962)
Ragazza con la valigia, La (1961)
Estate violenta (1959)
Ragazze di San Frediano, Le (1955)
Serenata da un soldo (1953)
Mercato delle facce, Il (1952)
Soldati in città (1952)
Stazione, La (1952)
Blues della domenica sera, Il (1951)
Miniature (1950)
Pugilatori (1950)
Favola del cappello (1949)
Racconto del quartiere (1949)
Sorrida prego (1944)