Cinema e Desenvolvimento

Pensar os direitos humanos e os Objectivos do Milénio (ODM) é a proposta do ciclo Cinema para o Desenvolvimento. Com objectivos comuns, que são promover e proteger a dignidade da pessoa humana através da realização de um vasto conjunto de direitos civis, culturais, económicos, políticos e sociais, tanto os direitos humanos como os ODM ainda encontram hoje muitos obstáculos.

Os documentários abrem-nos janelas de reflexão tão diversas como o papel da educação numa sociedade que viveu um genocídio, o Ruanda, o flagelo da sida em Moçambique, os direitos das mulheres, a luta pela justiça social, cultural e económica, no México, o modelo de exploração que as multinacionais aplicam na América Latina, a luta das crianças afegãs pela sobrevivência e a preservação da cultura indígena no Brasil.

 

local

AUDITÓRIO DO GRUPO DESPORTIVO E CULTURAL DOS TRABALHADORES DOS ENVC (Largo das Almas)

 

horário: 18H30

 

 

programação:

 

Dia 03 de Maio

UN POQUITO DE TANTA VERDAD, de Jill Irene Freidberg

(EUA, 2007, 90’)

 

Sinopse:

Um Poquito de Tanta Verdad mostra o fenómeno sem precedentes que teve lugar no estado de Oaxaca, no sul do México, quando dezenas de milhares de professores, donas de casa, comunidades indígenas, trabalhadores da saúde, camponeses e estudantes se apoderaram de 14 emissoras de rádio e de uma emissora de televisão, utilizando-as para organizar, movimentar e finalmente defender a sua luta por justiça social, cultural e económica.

 

4 de Maio

FLORES DE RUANDA, de David Munoz

(ESP, 24’, 2008)

 

Sinopse:

Ruanda. Catorze anos depois do genocídio que levou a vida a mais de 800 000 pessoas. Qual é a actual situação do país? Que sentimentos prevalecem nos corações das vítimas? Podem as vítimas e os assassinos viver juntos? Qual a importância da educação numa sociedade que viveu um genocídio? Pode um Festival de Cinema fazer a diferença? Poderá acontecer um novo genocídio no Ruanda? Quem deve agir quando está a acontecer um genocídio? Temos nós, enquanto indivíduos, alguma responsabilidade?

 

KINDLIMUKA, de Eva Martinez

(ESP, 28’, 2007)

 

Sinopse:

Kindlimuka retrata a realidade da sida em África. Marc Cartes abandona temporariamente o seu papel como actor para nos conduzir através de um dos maiores flagelos da sociedade moçambicana. A ONG Ayuda en Acción calcula que 15% dos seus 20 milhões de habitantes sejam portadores do vírus da sida.

 

 

MUJERES LIDERANDO – HUELLAS DE MUJER EN NUEVA SEGOVIA, de Valeria Dávila Murillo

(ESP, 31’10’’, 2009)

 

Sinopse:

Através das imagens e de testemunhos de mulheres do departamento de Nueva Segovia, no norte da Nicarágua, este documentário regista o trabalho de desenvolvimento que se tem feito nesta região desde há quinze anos. Ayuda en Acción iniciou o seu projecto em 1986 em Nueva Segovia com o objectivo de contribuir para o desenvolvimento de uma das regiões mais pobres da América Central.

 

5 de Maio

OS OLHOS FECHADOS DA AMÉRICA LATINA, de Miguel Mirra

(ARG, 83’, 2008)

 

Sinopse:

O documentário Olhos Fechados da América Latina aborda a questão das minas a céu aberto, da soja, as monoculturas e a depredação dos solos e bosques, as barragens, a devastação dos recursos piscícolas e a produção de pasta de celulose, pondo em evidência a estreita relação entre o saque dos recursos naturais, a contaminação do ambiente e o modelo de exploração que as multinacionais aplicam na América Latina.

 

Foi realizado com o contributo dos realizadores:

Jill Irena Freiberg e Salvador Díaz, no México

Natalia Zuloaga Ospina, na Guatemala

Ainoa Rodríguez, na Colômbia

Ernesto Cabellos, no Perú

Farmín Aio, no Paraguay

Silvana Jarmoluk, Patricio Schwanek, Alejandro Fernández Moujan e Claudio Lanús, na Argentina

 

6 de Maio

O MEU PROFESSOR É VENDEDOR, de Jamaluddim Aram

(AFEG, Ateliers Varan, 2009, 24’)

 

Sinopse:

Chamandi Charqala-e-Wazir é uma escola primária que funciona debaixo de tendas, quase ao ar livre e sem mobiliário. Seguimos uma turma de alunos e o esforço do seu jovem professor, que também trabalha como vendedor para sobreviver.

 

AS CRIANÇAS DA RUA DAS AVES, de Basir Seerat

(AFEG, Ateliers Varan, 2009, 22’)

 

Sinopse:

A rua das aves do mercado de Cabul é o centro do mundo para três jovens que aí jogam quando não têm aulas ou trabalho.

 

OS FANTASMAS DO ZOO, de Mahooba Ibrahimi

(AFEG, Ateliers Varan, 2009, 15’)

 

Sinopse:

O Zoo foi reconstruído e é um local de passeio para os habitantes de Cabul. Durante a guerra civil foi um palco de violentas batalhas. Será que essa memória ainda o assombra?

 

O RUÍDO DOS PASSOS, de Mariam Nabil Kamal

(AFEG, Ateliers Varan, 2009, 23’)

 

Sinopse:

O centro de reabilitação Ali Abad é uma experiência única. Aí, deficientes fabricam próteses para outros deficientes. Através do esforço para se adaptarem e das suas histórias de vida descobrimos o sofrimento causado pela guerra.

7 de Maio

 

O ESPIRITO DA TV, de Vincent Carelli

(BRA, 1990, 18’)

 

Sinopse:

As emoções e reflexões dos índios Waiãpi ao verem, pela primeira vez, a sua própria imagem e a de outros grupos indígenas num aparelho de televisão. Os índios refletem sobre a força da imagem, a diversidade dos povos e a semelhança de suas estratégias de sobrevivência frente aos não índios.

 

CHEIRO DE PEQUI, de Asusu Kuikuro, Maricá Kuikuro, Maluki Kuikuro, Amunegi Kuikuro, Mahajugi (Jairão) Kuikuro, Takumã Kuikuro

(BRA, 2006, 36’)

 

Sinopse:

É tempo de festa e alegria no Alto Xingu. A estação seca está chegando ao fim. O cheiro de chão molhado mistura-se ao doce perfume de pequi. Mas nem sempre foi assim: se não fosse por uma morte, o pequi talvez jamais existisse. Ligando o passado ao presente, os realizadores kuikuro contam uma história de perigos e prazeres, de sexo e traição, onde homens e mulheres, beija-flores e jacarés constroem um mundo comum.

 

O DIA EM QUE A LUA MENSTRUOU, de Kuikuro, Kuikuro

(BRA, 2004, 28’)

 

Sinopse:

Durante uma oficina de vídeo na aldeia kuikuro, no Alto Xingu, ocorre um eclipse. De repente, tudo muda. Os animais transformam-se. O sangue pinga do céu como chuva. O som das flautas sagradas atravessa a escuridão. Não há mais tempo a perder. É preciso cantar e dançar. É preciso acordar o mundo novamente. Os realizadores kuikuro contam o que aconteceu nesse dia, o dia em que a lua menstruou.

 

DEPOIS DO OVO, A GUERRA, de Komoi Panará

(BRA, 2008, 15’)

 

Sinopse:
Em dia de brincadeira na aldeia as crianças Panará apresentam o seu universo. O tempo da guerra acabou, mas ainda continua vivo no seu imaginário.