REPULSA,
de Alice Geirinhas, inspirado no filme REPULSA, de Roman Polanski, é
o sexto livro da colecção de banda desenhada O Filme da Minha Vida
que a Ao Norte edita.
Este projecto faz-se do repto lançado a dez autores portugueses de BD para
que produzissem um álbum inspirado num filme que tenha deixado marcas nas
suas vidas. Este cruzamento entre a sétima e nona arte é vocacionado para os
amantes de ambas e, principalmente, dirigida aos jovens que frequentam o
ensino secundário e superior.
A apresentação do álbum conta com a projecção do filme escolhido, a
apresentação do livro, uma exposição dos originais e um encontro com o
autor.
Chave de
Fendas,
João Paulo Cotrim
(...) Na
narração de Alice, a história foi quebrada, foi rachada em pedaços para
melhor se deixar contar em modo falsamente infantil, e para o qual a
figuração também dá um contributo. A atenção aos detalhes (femininos)
torna-se obsessiva, com chamadas de atenção no texto, na composição, com
setas ou das molduras para a combinação, o lavar dos pés, o castiçal, a
navalha de barbear (que é também ela uma racha para outras imagens como as
de Buñuel e Dali). Alice não resiste à tentação, aqui e ali, de comentar,
ainda que subtilmente, de convocar a infância: o coelho, primeiro cadáver a
surgir no filme, apresenta-se antes como um belo animal de pelúcia…
Alice
Geirinhas
nasceu em 1964, em Évora. Licenciatura (1984-89) Artes Plásticas-Escultura
na Faculdade de Belas Artes de Lisboa. Mestrado em Práticas Artísticas
Contemporâneas na Faculdade de Belas Artes do Porto. Curso de cinema de
animação da Fundação Calouste Gulbenkian. Premiada em 1990 no Cinanima,
Festival Internacional de Cinema de Animação de Espinho com o prémio Jovem
Cineasta Português com o filme de animação, Uma História de Amor. Foi
professora de ilustração na Fundação Calouste Gulbenkian ( 1995-1997) e na
escola de arte Ar.Co (2000-2005). Foi programadora e coordenadora da área de
formação na Bedeteca de Lisboa (2001-2005). Actualmente é professora de
Desenho de Design e Multimédia da Faculdade de Ciências e Tecnologias de
Coimbra.
A sua
primeira exposição individual, A Nossa Necessidade de Consolo É Impossível
de Satisfazer, foi realizada na galeria Zé dos Bois, uma associação de
jovens artistas e lugar emblemático da geração de 90. Criou nesse ano,
juntamente com João Fonte Santa e Pedro Amaral, o colectivo artístico,
Sparring Partners e inauguraram o colectivo e o novo espaço da galeria Zé
dos Bois com a exposição Low. A título individual, também expôs Alice na
Bedeteca de Lisboa (1998), Como Cozer um ovo Em 3 minutos no Circulo de
Artes Plásticas de Coimbra, CAPC, ( com João Fonte Santa, 1999), Thieves
like us (como Sparring Partners), numa casa particular desabitada, Lisboa, A
Nossa Necessidade de Consolo é Impossível de Satisfazer #2, Galeria Marta
Vidal, Porto (2002), A Nossa Necessidade de Consolo é Impossível Satisfazer
#3, Galeria António Henriques, Viseu (2003), pthtm yeesp, Galeria MCO, Porto
(2007), Ce sex qu’est pas un, Museu do Neo-Realismo, Vila Franca de Xira
(2008). De entre as exposições colectivas que integrou destacam-se: Zapping
Ecstazy, Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (1996), Anatomias
Contemporâneas, Hangar K7, Fundição de Oeiras (1997), X-Rated, Galeria ZDB
(antiga loja Olaio), Lisboa (1997), Sparring Partners VX Tone Scientist,
CAPC, Coimbra (2001),Falar das Coisas Como Elas São, Salão Olímpico, Porto
Coimbra C, CAPC, Coimbra (2003) Re-produtores de Sentido, SESC Rio, Rio de
Janeiro, Brasil, (2004) Portugal:30 Artistas Under 40, The Stenersen Museum,
Oslo, Noruega (2004), Toxic, o Discurso do Excesso, Hangar K7, Fundição de
Oeiras, (2005) Performances, Galeria MCO, Porto, Antimonumento, Galeria
António Henriques, Viseu (2007). Simultaneamente à apresentação do seu
trabalho nestas diversas mostras, Alice Geirinhas desenvolveu outros
projectos na área da ilustração e banda desenhada, como comissária e como
ilustradora. Dos livros publicados destacam-se. Alice ( Bedeteca de Lisboa,
1999) que reúne parte da sua obra gráfica,
como
ilustradora de imprensa, Isto de Estar Vivo de Luiz Pacheco ( Contraponto,
2000) e A Nossa Necessidade de Consolo é Impossível de Satisfazer #2 (
Mimesis, 2003).
REPULSA, de Roman Polanski
SINOPSE
Carol Ledoux
trabalha como manicura num salão de beleza. Um dia, Helen, a irmã com quem
partilha o
apartamento,
parte de férias com o noivo, e Carol, sozinha em casa, mergulha num estado
de loucura
provocado
pelas suas fantasias de sedução e violação.
FICHA
TÉCNICA
Título
Repulsa Título original Repulsion Realizador Roman Polanski
Produção Gene Gutowski Argumento Gérard Brach e Roman Polanski
Fotografia Gilbert Taylor Música Chico Hamilton, Montagem
Alastair McIntyre Intérpretes Catherine Deneuve (Carol Ledoux), Ian
Hendry (Michael), John Fraser (Colin), Yvonne Furneaux (Helen Ledoux),
Patrick Wymark (Estalajadeiro), Renee Houston (Srta. Balch), Valerie Taylor
(Madame Denise), James Villiers (John), Helen Fraser (Bridget), Hugh Futcher
(Reggie) Ano 1965 País Inglaterra Duração 104’
Roman
Polanski
nasce a 18 de Agosto de 1933, em Paris. Muda-se com os pais, judeus polacos,
para Cracóvia, na Polónia. Durante a 2.ª Guerra Mundial a mãe morre no campo
de concentração de Auschwitz. Estuda na Escola Nacional de Cinema de Lodz e,
em 1960, realiza a sua primeira longa-metragem, A Faca na Água. Em 1963
emigra para França, forma uma parceria criativa com o argumentista Gérard
Brach e filma Repulsa (1965) e O Beco (1966), ambos premiados no Festival de
Berlim. A partir de 1968 vive e filma nos Estados Unidos e na Europa. Na
década de oitenta exila-se na França e casa com a actriz Emmanuelle Seigner.
Em 2002, O Pianista valeu-lhe a Palma de Ouro em Cannes, e, em 2003, o Óscar
para o melhor realizador.